E então eu me dei conta de que na vida eu nunca conseguiria o equílibrio como em uma balança. A vida funcionava mais como uma gangorra. Ou eu estava no céu, ou eu estava no chão. E no final das contas, começar no topo dessa gangorra não tinha a menor graça. O que dava o prazer de estar no topo era dar o impulso, partir em grande velocidade, sentir o vento no rosto e apreciar a visão lá de cima. E toda vez que eu descia, tentava com ainda mais força voltar ao céu. Percebi que de nada adiantava estar no topo se a verdadeira emoção era a viagem.
E mesmo com essa sensação familiar, eu ainda me sentia afetado pelo frio na barriga Já andei nessa gangorra muitas vezes, mas nunca paro de me surpreender...
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